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“Como eu posso sentir algo grande, se eu nem sei o que é isso tudo?”, eu falava para a minha amiga, enquanto conversávamos sobre músicas, casamento, e o cara ideal.

Eu costumava acreditar nos filmes quando diziam que haviam sinais para entender tudo, mas se eles existem, eu não estou entendendo nada. Não sei se a culpa é minha por ser tão complicada, ou dele por fazer tudo e ao mesmo tempo nada.

“Você não pensa nele quando escuta essa música?”, ela perguntava enquanto falávamos daquela música de um filme romântico. Aquela em que a menina canta em uma apresentação na escola, o ba.d boy se apaixona por ela, eles se casam, e infelizmente ela morre. Uma linda história de amor, só que ao contrário, porque hoje eu não estou ligando para o romantismo.

Como eu posso pensar em alguém que nunca deu certeza de nada? Que um dia mostra uma coisa, e no outro, outra? É claro que inconscientemente eu já sonhei com o casamento, e com os filhos aprendendo e amando música, mas na realidade, eu preciso de um pouco mais que “você só me fez bem”, para pensar nisso.

Já faz um ano que estou presa nessa situação, e um ano bem bipolar para ser mais específica. Eu saí das conversas e jogos onlines diários, para o afastamento, para as longas conversas presenciais e para ambos se ignorando no whatsapp. Eu achava que esse era tempo certo para entender tudo o que eu não entendia no início, mas me enganei.

Então novamente eu me pergunto: Como eu posso sentir algo, se eu nem sei o que é isso tudo? Acho que minha “única esperança” está longe de ser encontrada.

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