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Mais uma vez eu estou escrevendo um texto sobre a morte de alguém e a repercussão que isso tomou.

Na manhã dessa quarta-feira (06), acordamos com a notícia de que o Chorão havia morrido. Para alguns foi só mais uma notícia de que algum cantor morreu, para outros o marco da infância e adolescência havia ido embora. Alguns perderam o amigo, o irmão, o parente, o pai.

Eu entendo, tem gente que exagera, fica se doendo, morrendo, por alguém que nunca conheceu, e que daqui alguns minutos nem vai mais fazer diferença saber se morreu ou não. Mas existem por aí, pessoas que realmente perderam algo importante. Um filho perdeu seu pai, uma banda perdeu seu vocalista e compositor, uma mulher perdeu o ex-marido.

Fãs sentem uma perda momentânea, porque o contato com ele era por meio da música, e bem, ela ainda vai continuar aí para todo mundo ouvir. As letras não morreram, as melodias não morreram. Está tudo aí, pra sempre com a gente. Mas aquelas pessoas perderam alguém que era presente na vida delas, alguém que serviu de exemplo e de inspiração. Imagina como vai ser crescer sem ter um pai para te dar os conselhos e te ajudar quando você precisar?

Com tudo isso que está acontecendo, eu chego a conclusão de que as pessoas precisam dar mais valor ao que tem agora, porque em um piscar de olhos tudo pode mudar. Sim, essa é a frase mais clichê do mundo, mas é a realidade. Eu estava esperando meu avô chegar de viagem para me visitar quando ele morreu em um acidente na estrada. O que será que aquelas pessoas estavam pensando enquanto o Chorão estava naquele apartamento? O que elas estavam esperando? Afinal, tudo parecia tão bem, não é?

Outra coisa que eu acho que as pessoas deveriam começar a ter é respeito. Em vez de ficarem se atacando com “ah, você nem era fã do cara”, “sai daqui, seu poser”, “ah, e daí que o cara morreu”, comecem a pensar nas pessoas que realmente perderam algo com a sua morte, e pensem se é isso que você gostaria de ler/ouvir quando alguém importante para você morrer.

Eu, particularmente, não sou uma fã incondicional da banda, mas afirmo, que o cara era um poeta. Um dos melhores que o Brasil teve nos últimos anos. Ele conseguiu atingir um número de pessoas muito grande com suas experiências de vida, e ajudou muita gente. O pensamento positivo dele sempre foi inspiração para as pessoas, e apesar do jeito como ele morreu, acredito que as coisas que ele escrevia eram verdades.

 Se ele se matou, teve uma overdose, não importa. Ninguém sabe o que estava acontecendo com ele nos últimos dias. O que importa é tudo o que ele ensinou durante esses anos. A galera dos anos 90 sabe bem do que eu to falando. Quem nunca ouviu um trecho da música “Te levar?”, ou se pegou cantando “o melhor presente que Deus me deu, a vida me ensinou a lutar pelo que é meu?”. Quem nunca viu “Só os loucos sabem”, estampado em algum lugar pela internet? Foram histórias, nossas histórias. DIAS DE LUTA, DIAS DE GLÓRIA.

Então mais amor, galera! Parem com o ódio e tenham mais respeito! A morte o levou, mas só o amor constrói pontes indestrutíveis!

 

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