O filme começa de uma maneira comum: pessoas andando na rua, uma cafeteria movimentada, o que nos faz imaginar que é mais um filme sobre uma história qualquer, até que ouvimos um “corta!” vindo do diretor e tudo começa outra vez.

A noite Americana acompanha as filmagens do filme “Je vous presente Pamela”. O interessante é notar no filme, como as coisas acontecem. Os problemas e desafios que o diretor tem que enfrentar com sua equipe, além das dificuldades com alguns atores. Uma das coisas mais apaixonantes para quem gosta de cinema é realmente poder ver toda a produção por trás do filme, todos os pequenos detalhes que tem que ser decididos como escolhas de equipamentos, ângulos, diálogos. Recursos como o da lâmpada na vela, ou ainda o efeito que dá o nome do filme (“noite americana” é uma cena noturna realizada à luz do dia, e escurecida através de filtros aplicados à lente da câmera) levam à surpresa e à admiração pela inventividade e também pelos fatos que aconteceram pelo acaso.

Para todos que sempre quiseram saber como se dá o processo de criação, produção e edição de um filme, “A noite americana” é a resposta para essa angústia, e muitos podem discordar, mas tais processos são bem mais interessantes que o resultado final, pois há a emoção, o trabalho, o cansaço e o prazer de estar fazendo algo pelo que se é apaixonado realmente, com a recompensa de mostra isso ao público. O filme mostra claramente o quão apaixonado Truffaut (o diretor) é, e como o mundo cinematográfico pode influenciar as nossas vidas.

O filme é de 1973, e eu recomendo muitíssimo para quem gosta de cinema, ou sempre quis saber de todas as etapas de produção de um filme.

Escolham brilhar,

Andressa

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