“E muitos vão embora sem dizer adeus”.

Essa foi a frase que eu li alguns minutos atrás, e que de certa forma, deu sentido a vários sentimentos que vagavam pela minha mente, e que muitas vezes, eu não sabia expressar, ou dizer o que eram, mas está aí a resposta: Muitos vão embora sem dizer adeus.

Na realidade, eu não diria apenas muitos, mas sim a maioria, a grande parte, 95% das pessoas vão embora sem dizer adeus, pelo menos na minha vida.

Nós já deveríamos estar acostumados com isso, afinal, ocorre o tempo inteiro, mas parece que permanecemos presos ao pensamento de que todo “olá” termina com um “tchau”. Sim, é fato. Mas nós, não necessariamente, ouvimos o tchau, nós apenas o sentimos.

Pessoas entram e saem da minha vida, o tempo inteiro. Algumas permanecem, outras voltam, mas outras simplesmente desaparecem. Mas qual o sentido disso? Qual o sentido de pessoas entrarem na vida de alguém, e irem embora sem um aviso prévio? E olha, eu entendo quando se perde o contato, a distância aparece, os anos se passam, sim, eu entendo. O que eu não compreendo, é:

Pessoa A entra na vida da pessoa B. Pessoa B se sente feliz. Pessoa A marca a vida da pessoa B. Pessoa A se afasta da pessoa B sem aviso. Pessoa A não fala mais com pessoa B. Pessoa A é apenas uma estranha na vida da pessoa B e vice-versa. 

Qual é o sentido nisso? As pessoas brigaram? Não. As pessoas se desentenderam? Não. Uma das duas pessoas morreu? Não. Então, qual é o sentido de uma pessoa estranha que se tornou amiga, se tornar estranha de novo?

Podem existir N razões para o afastamento, mas por que raios, uma pessoa não explica para a outra o tal do motivo? Seria difícil? Talvez sim, mas quer algo mais difícil do que um adeus sem explicação?

Eu poderia fazer mais um enorme parágrafo, implorando que as pessoas mudem de ideia, e expressem o motivo pelo qual estão se distanciando. Mas eu cheguei a conclusão de que não há sentido nisso, e nunca vai mudar. Nem sempre o ser humano está preparado para o conflito, para enfrentar algo. Assim como nem sempre o ser humano está preparado para o adeus. Mas existe algo, em que o homem é muito bom, que é se adaptar. Se adaptar em meio as dificuldades, as decepções. E por mais inconformada que eu fique com o adeus que nunca foi dito, eu sei que eu tenho que me conformar. Um dia, talvez, essas pessoas vão voltar, ou talvez nunca mais. Mas tudo o que eu posso fazer é me adaptar, e quem sabe um dia, eu me surpreenda com um retorno inesperado, parecido o bastante com o adeus nunca pronunciado.

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