Não, eu não estou aqui para falar que você não pode beber, festar, ou fazer qualquer coisa do tipo [apesar de eu não fazer isso].

Eu vim aqui para dar início a uma nova categoria “Talking about” e para fazer sobre a nova geração que está surgindo.

Vamos relembrar de quando éramos pequenos. Dos meus 4 aos 10 anos eu jogava meu super nintendo, andava de bicicleta, brincava na minha barraca imaginária, fingia que sabia jogar poker e as vezes brincava de boneca. Fazia shows onde meu microfone era um pino de boliche, brincava de médico e fingia que era jornalista. [Quem nunca?] Falar palavrão era uma vergonha para todos. Na escola o legal era tentar ser o melhor aluno e ter respeito pelos professores e mais velhos. Nós líamos livros, íamos a teatro, gostávamos de cultura.  Tive meu primeiro namoradinho, que mal pegava na minha mão, mas não deixava de ser cavalheiro.

Dos 10 aos 12 foi uma fase chata para mim. Eu achava que já era adulta, achava que podia fazer o que quisesse e dei uma relaxada nos estudos, mas ainda não tinha interesse em namorar e acabei ficando chocada quando uma amiga beijou quase todos os garotos da sala.

Dos 13 aos 15 eu dei uma melhorada, tentei melhorar nos estudos, tinha vários amigos e o interesse nos meninos começou a aparecer, mas ainda não tinha namorado ninguém. Tinha o maior respeito pelos meus pais, professores, todos mais velhos, e não falava palavrão.

Dos 16 em diante, eu virei uma nerd, namorei, conheci festas [não balaaaaadas], aprendi, errei, mas contruí meu caráter. Leio livros, jogo video-game, passo mais tempo no computador do que saindo com minhas amigas [que não fazem nada de construtivo quando saem].

Mas Andressa você só falou da sua vida, onde você quer chegar?

Eu fiz uma retrospectiva da minha vida, para mostrar a diferença que está hoje em dia.

Quando meu irmão estava na segunda série, veja bem, isso foi há 6 anos atrás, as meninas já estavam beijando na boca. Hoje eles estão no 9º ano, já vão em festas, já ficam “bêbados”. Falam mais palavrões do que qualquer outra palavra. Ficam até 4 horas da manhã na rua. Tiram fotos mostrando o dedo do meio. Não gostam de ler, não gostam de estudar, e o respeito está caindo.

É claro que não são todos, mas a grande maioria está assim.

Outra coisa que em vez de avançar esta regredindo: Os garotos.

Hoje, não existe mais esse negócio de conquistar a menina, de ter respeito por ela. Palavras como “gostosa”, “pegar”, “comer”, surgiram no vocabulários das pessoas para se referir a coisas ridículas, e nós estamos nos acostumando.

Onde está o amor? O respeito? O valor?

Como eu disse, não são todas as pessoas que estão agindo assim, mas a grande maioria. E isso me deixa triste, porque isso só pode ficar pior. Ou nós mudamos, ou tudo vai por água abaixo.

Pensem nisso: Qual é o valor que nós temos hoje em dia?

Escolham brilhar,

Andressa.

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